Os ídolos ficaram no passado

As coisas não têm mais graça, não temos mais heróis, o politicamente correto, o profissionalismo, foram deixando tudo tão chato, indiferente. Com isso o lucro, o capital, ganharam o papel principal em todas as áreas.

Num país que tem Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Ivan Lins, para citar alguns, é deprimente como a música nacional degringolou. Mcs Créu’s e mulheres frutas são o que fazem sucesso, os axés da vida são o grande motor da música, o importante é vender, a paixão e a qualidade já não são essenciais. O Rock brasileiro já teve seus heróis, e afirmo com a absoluta certeza, não ficam devendo em nada para os Rock Stars internacionais. Caras como Raul Seixas, Renato Russo, Herbert Viana, Cazuza, Humberto Gessinger, Nando Reis e tantos outros, marcaram sua época. Onde ser roqueiro não era vestir de preto e fazer cara de mal, era ter algo o que dizer. Roqueiro era um ser pensante, de opinião própria, crítico. Falavam com precisão a situação social brasileira, a vida do jovem nesse contexto. Porém hoje somos bombardeados com bandinhas adolescentes que cantam sertanejo com guitarras e vestido de preto. E se autodenominam, bandas de rock. Acham que atitude é falar palavrão e fazer gestos obsceno. É a geração “ Malhação”, “popzinha” e fútil.

A cada dia vemos com mais freqüência, camisas de times europeus circulando pelas ruas. Os times Brasileiros agonizando numa crise que dura faz anos, agora começa a perder o mais importante, o que move um time. A paixão dos torcedores. Muitas crianças sonham em ser o camisa 10 do Manchester, muitos tem dois time , um nacional, outro estrangeiro, isso quando não tem um em cada pais da Europa. No Brasil, nossos ídolos só duram 6 meses, saem do país da mesma forma que surgem, instantaneamente. Jogadores como Rogério Ceni e Marcos são casos raros, jogadores dos times de base, que antigamente sonhavam em ser ídolo em um grande time no Brasil, hoje sonha em ir para a Europa, seja para a Espanha ou para Ucrânia. Não temos mais o grande ídolo, como foram Pelé, Zico, Tostão, Falcão, Sócrates. Nem a nossa seleção já desperta tanto interesse. Nos outros esportes, o ultimo a despertar a paixão nacional foi Senna. Nunca mais houve algo parecido.

Na política, tá tudo muito farinha do mesmo saco. Não existe mais tanta diferença entre esquerda e direita. Não tem mais os grandes políticos, como Brizola, Ulisses Guimarães, nem o Lula de antigamente. Tá tudo muito terno e gravata. Nem o Éneas era mais o mesmo quando morreu. No Jornalismo não temos mais o Boris Casoy dando banana no final de um “jornal”, os jornalistas não emitem opinião, são leitores de teleprompter, os comentarista de futebol são neutros, escondem o time que torce, salve Kajuru e sua língua afiada que foi cortado da televisão.
Parece que estamos todos esterilizados, não tem mais a paixão que movia as coisas, aquele amadorismo.

Foi ficando tudo sem graça. Seja por culpa do público, seja por culpa de quem deveria ser nossos ídolos. Ídolos instantâneos só despertam paixão até ganharem 1 milhão e saírem de uma casa de luxo. Não têm nada pra dizer, nada pra mostrar.


Mucho´s links:

Mensagem do Ayrton Senna

Dinheiro não é tudo


Um tanto contraditório esse título num blog que se chama Muchas Platas, mas além de ganhar dinheiro é preciso gostar do meio que lhe proporciona obte-lo. Uma profissional de vida fácil tem que gostar de dar... atenção aos clientes. Um político de enganar os eleitores. Os blogueiros de fazer a cabeça dos internautas, e por aí vai.

A fase que a maioria das pessoas escolhe "o que vai ser quando crescer" fica entre os 17 e 20 anos, geralmente com a escolha de um curso na Universidade, curso técnico ou não procurar especialização e ir direto ao ponto.

Até que vem a seguinte pergunta: "Ganhar dinheiro para trabalhar ou trabalhar para ganhar dinheiro?". Muitos acabam olhando para o lado financeiro e abandonando a vocação. Nos concursos para repartições públicas, grande parte dos candidatos está ali pela estabilidade do emprego e pelo salário. Quando efetivados com menos de 1 ano de serviço estão exaustos e querendo se livrar do emprego, quando não descontam no público.

Agora os que escolhem fazer aquilo que gostam podem não ter a mínima perspectiva de emprego, mal pagos, ferrados, mas estão felizes. E geralmente aqueles que gostam do que fazem um dia, eu disse um dia possuem sucesso e ATÉ ganham dinheiro com isso, até os músicos ; -)

E posso dizer, por experiência própria, umas das melhores fases da faculdade é a passagem do período básico para o que tem mais a ver com o seu curso. É a fase que você escuta muitas vezes a palavra implementar e dispara aquele sorriso de canto de boca. Chega de ouvir teoria e mais teoria, vamos fazer e ver o que acontece, a dificuldade aumenta e é nessas horas que mercenários pedem arrego.

Não há nada melhor do que fazer o que gosta, e agora me vem uma frase à mente: "Sucesso é ser pago para fazer o que faria de graça.", não lembro onde li mas representa muito bem a mensagem que tentei transmitir nesse post.

A "extinção" do vestibular e o chororô dos editores

Imagem de Bustamante

A notícia não é nova portanto não será impactante, mas como prometi explicações sobre a ausência de postagens vamos lá! ;-)

Creio que todos saibam o quão difícil é ser estudante universitário nesse país, tá certo que há os momentos de vadiar e divagar, mas tirando esses 80% do nosso precioso tempo os outros 30%, quer dizer 20% são de total compenetração nos estudos. Com todo respeito aos amigos de Humanas mas Exatas são fo*&%, com o perdão da palavra.

Conforme todo início de período traçei uma meta, não vou deixar acumular matéria, serei totalmente atento nas aulas, não perderei meu tempo com inutilidades, isso valeu até a segunda semana, daí pra cá... Boom, começou de verdade o período. Tive que abandonar um pouco o blog e me dedicar à UFF, o outro editor creio que por minha ausência adicionou mais tranqueira a bagunça, colocou a faca entre os dentes e também abdicou do blog e se dedicou à sua faculdade, UFRJ.

Mas vamos parar de papear e ir realmente ao que interessa.

O governo está querendo acabar com o atual processo seletivo adotado pelas faculdades federais e estaduais e utilizar como forma de ingresso o Enem. As faculdades tem o direito de recusar porque possuem autonomia quanto o critério de seleção. O ministro Haddad quer que o Enem seja utilizado ainda esse ano.

Como todo projeto há prós e contras. O formato de dois dias de provas facilitaria bastante a vida do estudante(rimou ;-), não há nada pior do que reponder 60/70 questões e ter que fazer uma redação, sua cabeça já explodiu nesse momento. Entretanto só é vantajoso desde que o estudante não tenha que percorrer grandes distâncias para realizar a prova, creio que acontecerá.

O nível das perguntas também precisa melhorar, e não é pouco, tem que melhorar absurdamente. No ano que fiz essa prova bastava saber ler e ter mínimo de conhecimento e interpretação para acertar 80% da prova. A resposta podia facilmente ser encontrada apenas lendo atenciosamente o enunciado da questão.

Outro fator que impede as federais de adotar o Enem é a taxa de inscrição do vestibular, o valor arrecadado pelas Universidades por cada estudante gira em torno de 70 a 100 reais. Dá para pagar locais de provas, fiscais e ainda abocanhar uma bela quantia.

Seria interessante ao invés de implementar a idéia logo de cara, testar em alguns cursos que envolvem poucos candidatos, analisar a motivação dos estudantes e comparar o resultado com o antigo vestibular. Se bem que o resultado só vem com o ingresso na faculdade...

O "maravilhoso" mundo do Twitter



Em breve mais explicações sobre o sumiço dos editores. ;-)